APRESENTAÇÃO

 

 A Web Revista Página de Debate: linguística e linguagem, na edição no. 23 apresenta uma diversidade de temáticas e áreas diversificadas. Se de um lado pode parecer que haja ausência de algo que os aproxima, do outro, a questão exatamente ter textos que de diversidades teóricas, fato que possibilita um tipo de leitura adversa.

Nesse sentido, nada melhor do que deixar os autores nos apresente algo de suas reflexões:

Themis Rondão Barbosa é o primeira a nos apresentar:  

A publicidade brasileira, segundo Correa (2010), vai muito além de divulgar e informar as pessoas da existência de produtos e serviços, pois assume grande importância nas estratégicas políticas e de manutenção do controle da vida social, exercendo dessa maneira uma função persuasiva de transferência de valor simbólico a vida das pessoas. Sendo assim, propagandas de uma forma geral não devem ser vistas como inocentes, pois estão sempre carregadas de valores, ainda que não se apresentem de maneira explícita nos anúncios.

 Elinéia Luiz Paes Jordão:  

Não se pode negar que o conhecimento sobre o meio em que se vive é algo fundamental para a construção da cultura de um povo. Durante milênios, a livre circulação de ideias, experiências e conhecimentos permitiu ao homem aprimorar sua relação com a natureza, recriando paisagens e gerando tecnologia e diversidade ambiental e cultural. A natureza ainda continua a ser o palco da evolução humana, não obstante a irresistível tentação do homem de acreditar que pode dominá-la através de novas tecnologias.

 

Rosana Monti Henkin e Marlon Leal Rodrigues:  

Quando falamos de feminismo, nos referimos a um movimento que engloba teoria, prática, ética, a uma ação política das mulheres que toma as próprias mulheres como sujeitos históricos da transformação de sua própria condição social. Propõe que as mulheres partam para transformar a si mesmas e ao mundo. O feminismo se expressa em ações coletivas, individuais e existenciais, na arte, na teoria, na política e reconhece uma multiplicidade de sujeitos.  (SOARES, 1998). 

 

Luciana de Almeida Moreira e Suzana da Silva Eufrásio: 

As disputas pela hegemonia dos métodos nas salas de aula não cessaram e houve até quem conciliasse ambos na intenção de obter melhores resultados, uma vez que, considerando-se ultrapassado o método sintético, a crítica ao método analítico era pela demora nos seus resultados. Segundo Pereira (s/d), na década de 20 surge no Brasil o chamado método eclético ou global, numa tentativa de “comungar as descobertas advindas dos estudos relativos aos métodos anteriormente referidos, [...] estabelecendo a liberdade de escolha do método de ensino de leitura e escrita” (p. 03).

 

Maria Tereza Martins Rezende e Daniel Abrão: 

É natural que num contexto submetido às fragmentações de toda ordem, e que parecem imprimir particularmente a Cabo-Verde uma estreita relação entre a fragmentação geográfica do arquipélago e sua fragmentação identitária, o desenvolvimento literário esteja vinculado às vicissitudes históricas e materiais que compõem a historiografia literária desses países africanos de língua portuguesa. Isso implica em dizer que a luta que se trava em busca do estabelecimento identitário passa pela reafirmação de antecedentes históricos; e Cabo-Verde, com toda a especificidade que lhe compete, não foge a essa constatação. Ainda que, resguardadas as diferenças essenciais em seus contextos, Cabo-Verde tenha desenvolvido uma idiossincrasia que reflete as condições de produção material, cultural, política e econômica, é possível perceber uma confluência ideológica com os outros povos luso-africanos em seus processos de luta pela independência e reconstrução de suas realidades.

 

 

Fernanda Belarmino de Santana:  

O discurso emitido por Jimi Hendrix se encaixava em um momento político e social de grandes mudanças e de expressão social. O festival Woodstock trazia consigo o slogan “paz e amor” em contraste com o endurecimento político frente às manifestações culturais, o que justifica a utilização da palavra ‘poder’ no enunciado.

 

Laura Lopes Ribeiro e Daniel Abrão: 

A letra da música carrega em si uma proposta central, mesmo quando se trata de trivialidades amorosas, o que levará de alguma forma a assunto que será tratado adiante neste trabalho, o gênero ‘lírico’.

Entendendo que de alguma forma a letra de música é um gênero textual antes de tudo, e com dotes poéticos, mas contendo elementos sociais objetivos para sustentar uma espécie de “tese”. Neste sentido, ao criticar a obra do filósofo e escritor francês Jean Paul Sartre, um crítico propõe a impossibilidade de uma realização literária sem um eixo central, uma tese central: “...não há arte literária que, direta ou indiretamente, não queira afirmar ou provar uma verdade. Mesmo o romance que é apenas uma narrativa para distrair carrega em si todas as espécies de teses...” (BLANCHOT, 1997, p. 187).

 

Letícia Reis de Oliveira, Taís Turaça Arantes e Nataniel dos Santos Gomes:

 

O filme Matrix lançado na páscoa do ano de 1999 propositalmente, pois o tema da obra é o surgimento do “redentor”.  A páscoa para os cristãos representa o sacrifício do Salvador, aquele que veio para livrar a humanidade da “perdição”. Estudos do crítico de mídia Read Schuchardt têm como base o argumento de que Neo (personagem principal interpretado pelo ator Keanu Reeves) é uma espécie de Jesus militarizado e cabe acrescentar que, ele é uma máquina envolvida por tecnologias microeletrônicas.

 

Soraia Aparecida Roques Pereira e Marlon Leal Rodrigues: 

Desde que nascemos sentimos a necessidade de estar preenchendo uma parte de nossa vida com a arte, com a leitura e com a cultura, e quem pensa que somente os adultos podem e devem ser importantes para o mercado consumidor e apreciadores de uma obra criativa e de qualidade, estão enganados; pois a cada dia a criança e adolescentes tornam-se mais capaz de escolher e exigir qualidade em tudo que faz até mesmo em suas leituras.

 

Enfim, os autores apresentaram seus trabalhas, agora trata-se de lê-los.

Boa Leitura!

 

Desta Terra de Campo Grande, julho de 2014.

Marlon Leal Rodrigues

Elisângela Leal da Silva Amaral